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Protesto em Correntina contra captação de água do Rio Arojado atrai milhares de pessoas

Para os manifestantes, novas autorizações liberadas pelo Instituto Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA), representam às mortes desses rios.

Publicado em 11/novembro/2017 - 15:09
Foto reprodução/internet

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Milhares de pessoas tomaram às ruas da cidade de Correntina, no Oeste da Bahia, para protestar contra o Grupo Igarashi, que capta água, no Rio Arrojado, que faz parte da bacia do Rio Corrente, composto por 15 rios, seis riachos e cinco córregos, na manhã deste sábado (11).

De acordo com os manifestantes, em 2015, o Grupo Igarashi conseguiu outorga para irrigar 2.530 hectares, com o volume de 180.203 metros cúbicos/dia. Para os manifestantes, novas autorizações liberadas pelo Instituto Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA), representam às mortes desses rios. Além disso, os fazendeiros poderão receber outra autorização para captar água no subsolo.As duas fazendas possuem, ao todo, 32 pivôs.

No dia 2 de novembro, um grupo com cerca de mil pessoas invadiram as fazendas Rio Claro e Curitiba, que tem como pano de fundo a disputa pela água. Durante o protesto, eles atearam fogo em galpões, tratores e quebram bombas e pivôs, contabilizando mais de 60 milhões de prejuízos.

O coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Gilmar Santos, disse ao portal Folha do Vale, que acompanhou o protesto neste sábado. Ele afirmou que muitos políticos estão manipulando e criminalizando os protestos em defesa do Rio Corrente. Eles aproveitam a cobertura da mídia para construir um discurso que não condiz com a nossa realidade.

A Promotora Luciana Jhoury,informou que o empreendimentos  com 12 bombas de captação de água ligadas por 12 minutos, reduzem o nível de água do rio em 15 centímetros. Segundo ela, não há informações e estudos suficientes que garantam a disponibilidade hídrica da região, bem como sua demanda para os múltiplos usos.

“Não é possível continuar com a quantidade de captação de água na bacia do Corrente hoje”, complementou.

Há 40 anos acontece o confronto no município de Correntina, desde que os governos do Estado e Federal, liberaram essas terras do Cerrado, diversos conflitos acontecem na região. Historicamente essas terras eram ocupadas por moradores rurais (indígenas quilombolas).

Redação www folhadovale.net

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